Oi! Que delícia te encontrar aqui.
Mesmo cansada, ocupada, talvez sobrecarregada.
Ou talvez não. Talvez hoje tenha sido um dia leve e divertido.

De toda forma, é uma alegria poder te ter aqui e compartilhar um pouco do meu universo e minha visão de mundo.

Essa semana vamos falar sobre:

💭 Pensamentos que me preocupam

🧬 Novas descobertas científicas

👶🏻 Um produto game changer (que não é publi mas poderia ser)

🍎 Dica simples de autocuidado

🤪 Você não está maluca!

💭 O que passa na cabeça dela…

Vou abrir o jogo aqui para você… às vezes, eu me preocupo com quem me lê e ainda não é mãe. Ou com as grávidas que chegam aqui esperando encontrar um espaço doce e se deparam com relatos difíceis, intensos, pesados até — até por que ao meu ver a maternidade tem sim o seu lado lindo de expectativas e de encanto (especialmente em uma primeira gravidez).

E a essa altura eu já recebi mensagem (mais de uma kkkrying 😅) dizendo:
"Vi, tô ficando com medo de ser mãe depois que comecei a ler sua newsletter…"
E eu entendo essa sensação, de verdade! E isso me faz questionar genuinamente se estou conseguindo transmitir a mensagem que eu quero.
Então quero te contar um pouco do que eu sinto e como vejo isso tudo.

A maternidade, pra mim, é o projeto de vida mais incrível que já participei. Mais do que projetos profissionais legais, mais do que um casamento legal…
Nada me transformou tanto. Nada me ensinou tanto.
Eu sou literalmente outra pessoa desde que me tornei mãe.

Mas também… é a coisa mais difícil que eu já fiz. E existe até aquela frase que talvez você ja tenha visto em algum lugar:

“Se alguém me diz: Não quero ter filhos.
Eu digo: não tenha - é a coisa mais difícil que eu já fiz.

Mas se alguém me diz: Quero muito ter filhos.
Eu digo: tenha - é a coisa mais legal que eu já fiz.”

Isso é a mais pura verdade. A maternidade me fez perceber mais do que nunca que duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo. Muitas verdades são coexistentes.

Eu posso estar grata e exausta. Posso querer um abraço e mas precisar de espaço em muitos momentos. Posso amar minha filha com todo meu ser e, às vezes, querer viajar só com meu marido.

Outras áreas da vida também são assim: Eu amo meu trabalho. Mas ele me estressa horrores. Sou feliz no meu casamento. Mas morro de saudade de passar uma noite só com as minhas amigas. Me sinto plena sendo mãe. Mas também sinto saudade da mulher que eu era antes.

Tá tudo junto. Tá tudo misturado. E tá tudo certo.

A maternidade não é leve ou pesada. Ela simplesmente: É. Assim como um trabalho, uma amizade, um casamento. Que tem lado bom e lado difícil. Então se você está pensando em virar mãe ou se você está grávida… não se desespere com coisas que podem soar pesadas ou preocupantes por aqui.
Pois não é nada disso, mas também é tudo isso 😂

🧬 Maternidade (com) Ciência

Tema de hoje: Dá para prever o sexo do bebê antes de engravidar?

A gente cresce ouvindo que o sexo do bebê é uma questão de 50/50 de chance.
Mas… será mesmo? 👀 Novos estudos indicam que… não necessariamente. Essa notícia está bombando muito em vários portais de ciência e maternidade então achei legal trazer para vocês.

Um novo estudo publicado na revista Science Advances analisou os dados de mais de 58 mil mulheres norte-americanas que tiveram dois ou mais filhos, e descobriu que nem tudo é sorte. Os cientistas notaram que algumas famílias parecem ter uma tendência a gerar mais meninos ou mais meninas.

Se uma mãe teve três meninas, as chances de ter uma quarta menina eram de 58%.
Se teve três meninos, as chances de mais um menino subiam para 61% — Ou seja: ainda é possível ter o sexo oposto mas não é uma estatística totalmente aleatória.

E tem mais — a pesquisa mostrou que a idade da mãe pode influenciar também.
Mulheres com mais de 28 anos têm cerca de 10% mais chance de gerar filhos todos do mesmo sexo, comparadas a mulheres com menos de 23.

E as hipóteses indicam que pode ser por causa de mudanças hormonais, qualidade dos óvulos ou até do ambiente uterino. E reforço… isso não quer dizer que mães “mais velhas” só terão meninos ou só meninas. Só significa que a chance de “repetição” aumenta um pouquinho.

👩‍🔬 E antes que alguém pergunte:

  • Altura, tipo sanguíneo, cor de cabelo, IMC e etnia não tiveram nenhuma influência no sexo do bebê.

  • Dietas, posições na hora do sexo, datas lunares? Também não.

Esse estudo, liderado por pesquisadores de Harvard, não serve pra prever nada com precisão. Mas mostra que talvez exista uma lógica biológica por trás de padrões familiares. E que não é culpa sua se você só teve meninas ou só teve meninos — tem um monte de fatores influenciando por trás.

No fim das contas, como diz a própria autora do estudo: “É muito mais importante focar numa gravidez saudável e na alegria de trazer uma nova vida ao mundo.”

Eu concordo e vocês? 💙💗💛

🔍 Não é publi. Mas podia ser.

Uma coisa que eu queria muitoo que tivessem me contado quando eu estava grávida e descobri um pouco tarde de mais são os macacões com fecho magnético para bebê.

Quando me falavam: “não compra macacão com fecho de botão para a hora de dormir”, eu logo entendi o por que (spoiler: você não quer fechar 100 botões de madrugada) e passei a usar pijaminha de zíper na bebê. No entanto… mal sabia eu que existia algo ainda mais prático. Que são os macacões com fecho magnético que simplesmente grudam e fecham…no escuro, na pressa… nunca vi nada igual. na maior facilidade do mundo!

Então se você é mãe e gosta de praticidade, recomendo muito que você dê uma olhada nesse produto!

💌 Se cuida!

Até hoje eu sempre dei dicas aqui de produtos ou serviços para você se cuidar. Mas hoje a dica vai ser mais prática do que nunca…

Eu quero te propor um micro gesto. Um cuidado que quase ninguém lembra.

Hoje, tenta se ouvir. Só isso

Fecha os olhos por um minutinho (literalmente um minuto) e se pergunta:
"O que eu tô precisando agora?"

Talvez a resposta seja:
um banho mais longo
uma comida quente
cinco minutos sem ser tocada
uma mensagem pra uma amiga
ou só… silêncio

Você não precisa marcar massagem, nem meditar, nem fazer skincare. Você só precisa se ouvir. E, se der, atender a esse pedido.

Autocuidado real é isso e às vezes só precisamos descomplicar o complicado.

🤪 Você não é maluca!

Edição de hoje: Mom Burnout.

Sabe aquela sensação de que você não tem mais nada pra dar? Nem paciência, nem energia, nem vontade de interagir?

Você pensa: “será que eu odeio minha vida?” 😵
Mas a verdade é: você não tá doida e você não odeia a sua vida, seu cérebro está somente muito exausto.

📚 A ciência tem um nome pra isso: burnout materno. Estudos mostram que mães em burnout têm:

  • Menor empatia com os filhos (e se culpam por isso depois)

  • Irritabilidade constante

  • Sensação de dissociação, como se estivessem funcionando no automático

  • Queda de motivação e prazer nas atividades do dia a dia

E mais: pesquisas de imagem mostram que o cérebro de mães sobrecarregadas entra em estado de sobrevivência. Ou seja, o corpo prioriza funções básicas e bloqueia funções “não urgentes” — tipo conversar, fazer esporte, dar risada, ler…

🥵 O cortisol (hormônio do estresse) se mantém alto por tempo demais. E isso impacta sono, memória, concentração, libido, imunidade… afeta inclusive o humor e a capacidade de sentir prazer.

E se você sente que quando para um minuto não consegue nem descansar ou “desligar”… Tem explicação pra isso também: O sistema nervoso fica em alerta constante, dificultando o relaxamento. É como tentar dormir com alarme ligado.

Em resumo? Você não está fraca. Nem ingrata. Nem surtada. Você está passando por um processo intenso de transformação, responsabilidade e cansaço acumulado.

E o nome disso não é “fraqueza” nem “culpa materna” — é maternidade (geralmente vivida sem apoio suficiente).

Se você chegou até aqui, talvez esteja cansada demais pra digerir tudo de uma vez.
Então guarda esse e-mail. Lê aos poucos. Volta quando precisar.

E se hoje for um daqueles dias em que você não quer ouvir mais ninguém…
Tudo bem também. Só queria que você soubesse: Você tá indo bem. Mesmo cansada. Mesmo sentindo que não tá.

A maternidade pode te esgotar, sim. Mas ela também pode te curar.

Se essa edição te fez sentir um pouco menos sozinha ou um pouco mais informada - já valeu!

Responda a esse e-mail se tiver dicas, comentários, dúvidas… quero te ouvir. E se conhecer alguma mãe que possa gostar do nosso papo, convide ela para essa conversa compartilhando essa news.

Nos vemos no nosso próximo momment 💌

Com carinho,

Vi

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