
09 de Setembro, 2025
Cheguei! Bora para mais uma edição?
Fico muito feliz de ter você comigo por aqui!
Nesta edição vamos falar sobre:
💬 Vamos falar sobre Pós-parto
🧬 5-minutos podem transformar a sua relação com seu filho
🍎 Dica de autocuidado
🤪 Você não está maluca!
✨ Uma história inspiradora ✨
💬 Bora falar sobre isso…
Essa semana, depois de ver alguns posts nas redes sociais, fiquei pensando em como costumamos medir a “recuperação” pós-gravidez em prazos absurdamente curtos. Muitas vezes se fala em “40 dias para o corpo voltar ao normal”. Em outros lugares, o período sugerido se estende para 4 meses, como se fosse o tempo limite para que a mãe retomasse sua “vida normal”. No fim das contas, porém, seguimos, como cultura, aplaudindo e exaltando a mãe que consegue “voltar” rápido.
“De volta ao corpo” em dias.
“De volta às calças jeans” em semanas.
“De volta ao trabalho” em meses ou, quem sabe, em horas, se você for autônoma.
Mas será que esses prazos fazem sentido?
O que a ciência nos diz?
Pesquisas diversas indicam que o período para que corpo e cérebro se restabeleçam após a gravidez pode levar de 2 a 6 anos. Isso porque a gestação não apenas cria um bebê; ela também esvazia a mãe. Ferro, cálcio, nutrientes essenciais… tudo vai embora quando o bebê nasce. E essa reposição não acontece da noite para o dia.
Além disso, o cérebro materno literalmente se remodela. Áreas ligadas à memória e ao foco diminuem, enquanto aquelas ligadas ao vínculo e à proteção ficam mais apuradas. O famoso “mom brain” é neurociência pura.
E não para por aí: o corpo se abala. O coração, o metabolismo, a pressão, o sono… tudo isso também precisa de tempo para se ajustar. E isso explica por que tantas de nós seguimos exaustas muito além do “período de resguardo”.
Mesmo assim, com tantas evidências, a sociedade continua cobrando pressa (e convenhamos, nós nos cobramos pressa muitas vezes).
A verdade nua e crua?
Não existe prazo mágico em que, de repente, tudo se encaixa. Existe um corpo que trabalhou no limite por meses. Um cérebro que se reorganizou para priorizar a vida do bebê. Uma mãe que precisa se reconstruir célula por célula.
E talvez a grande virada não esteja em encontrarmos uma resposta exata, mas em mudarmos a pergunta. Deixar de “quanto tempo demora para eu voltar a ser eu mesma?” e passar a “como posso me cuidar, no tempo que meu corpo e minha história precisam, para que nasça uma nova versão minha?”.
E está tudo bem se esse ritmo for muito mais longo do que os 40 dias que dizem por aí. Porque a recuperação pós-parto não é sobre voltar a ser quem você era.
É sobre ter tempo, espaço e apoio para se tornar uma nova versão.
Be kind to yourself.
🧠 Maternidade & Ciência
Tema de hoje: Como fortalecer o vínculo com o seu filho em apenas 5 minutos diários.
Você sabia que reservar apenas cinco minutos por dia para brincar com seu filho pode melhorar a relação de vocês e até o comportamento dele? Gosto de chamar esse momento “special time” e, apesar de parecer só mais uma brincadeira, é muito diferente do brincar comum. Aqui, a ideia é que criança lidere e a mãe (ou o pai) participa de forma atenta, totalmente presente.
O conceito não é novo: foi criado pela psicóloga Sheila Eyberg nos anos 1970, dentro da Terapia de Interação Pai-Filho. Hoje, em tempos de gentle parenting, cada vez mais pediatras e especialistas em desenvolvimento infantil reforçam a importância de incluir esse ritual na rotina.
🔍 O que a ciência diz?
Segundo o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), dedicar esses minutos para destacar os comportamentos positivos do seu filho e ignorar os negativos fortalece o vínculo e aumenta a confiança. Pesquisas realizadas durante décadas mostram que o desenvolvimento emocional da criança está diretamente ligado à qualidade da relação com seus cuidadores. E mais: relações calorosas e afetuosas entre pais e filhos resultam em melhores desfechos emocionais e comportamentais para as crianças, além de reduzir o estresse dos próprios pais.
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Como funciona o “special time”?
É uma sessão curta, de 5 a 10 minutos por dia.
A criança escolhe a atividade.
O foco está em elogiar, imitar e ouvir ativamente.
Regra 1: A criança lidera e fica no comando total. Nada de dar instruções ou fazer perguntas (“Por que você não pega a bola rosa?” já é uma direção). A ideia é dar autonomia total e, com isso, fortalecer a confiança.
Regra 2: Você observa e acompanha.
Descreva em voz alta: narre o que seu filho está fazendo, como se fosse um narrador.
Refletir: repita o que ele diz ou sente, mostrando que está ouvindo de verdade.
Imitar: copie os comportamentos positivos, reforçando que aquilo é algo bom.
A idéia é que a junção dessas ações façam sua criança se sentir vista e validada.
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6 dicas práticas para aproveitar melhor o tempo especial
Separe brinquedos criativos: blocos, massinha, papel e lápis de cor… e tenha material para você também participar.
Mostre entusiasmo: sua energia mostra que estar ali com ele é importante.
Evite perguntas: lembre-se, é a criança quem guia.
Inclua na rotina: 5 minutos diários já fazem diferença.
Sem críticas: até um “essa cor não é roxa” quebra o propósito do momento.
Ignore comportamentos negativos: foque no que é positivo, sem dar atenção ao que não é.
👩👧 Claro que todo o contato e quanto mais contato de qualidade com nossos filhos, melhor. Mas para quando a rotina está apertada ou nossa bateria já está no fim, o special time tem um efeito único: fortalece o vínculo, regula emoções, melhora comportamentos e cria uma base de confiança que seu filho vai carregar para a vida. O impacto é muito maior do que parece (cientificamente comprovado).
💌 Se cuida! (+ não é publi mas poderia ser)
A minha sugestão de hoje é algo diferente do que venho sugerindo nas últimas edições. Ser mãe é viver em hiperestimulação constante. Sons, demandas, telas, alertas, crianças pedindo atenção… nosso cérebro nunca realmente desliga, e isso acumula estresse, tensão corporal e cansaço profundo.
Por isso a sugestão de autocuidado de hoje é algo diferente de tudo que já recomendei até hoje, um lugar para se desconectar literalmente de tudo: o Float Center que fica em pinheiros é um espaço de flutuação e anulação sensorial. Você entra em uma cápsula que remove todos os estímulos externos; luz, som, até a gravidade, e deixa corpo e mente completamente livres. É como se cada célula pudesse respirar, se reorganizar e se equilibrar.
A flutuação não é só sensação gostosa: ela tem base científica. Descoberta nos anos 1950 pelo neurocientista John C. Lilly, a privação sensorial mostrou efeitos surpreendentes: redução de estresse e ansiedade, relaxamento muscular, alívio de dores sem remédios, melhora do sono e até aumento da criatividade e foco. É como se o corpo e a mente voltassem a um estado natural de autorregulação intensa.
Mas flutuar também vai além da ciência: é um momento só seu, um convite ao silêncio, ao essencial. Um lugar para desligar o mundo e ouvir a si mesma, para que a paz que você encontra dentro transborde para o seu dia a dia e para quem você cuida.
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🤪 Você não está maluca!
Tema de hoje: Mais sobre o pós-parto.
Você não está maluca se, após o parto (lembre-se que “pós parto” pode durar até 6 anos após o nascimento da criança) se sente constantemente exausta, triste, irritada ou desmotivada. Muitas vezes, o que parece só cansaço ou instabilidade emocional pode ter uma causa física real. Como já discutimos hoje, o corpo passou por meses de mudanças intensas e está precisando se recompor.
Estudos científicos mostram que a deficiência de vitaminas e minerais essenciais, como vitamina D, ferro, ácido fólico, vitamina B12 e ômega-3, podem contribuir diretamente para sintomas de depressão pós-parto. Durante a gravidez, o corpo da mãe entrega muitos desses nutrientes para o bebê, e, se não houver reposição adequada após o nascimento, podem surgir alterações de humor, fadiga extrema, ansiedade e dificuldade de concentração.
Alguns exemplos:
Falta de Vitamina D: está associada a maior risco de depressão pós-parto e alterações no humor.
Falta de Ferro: anemia pós-parto pode causar fadiga intensa, irritabilidade e queda da energia mental e física.
Falta de Ômega-3: estudos apontam que a deficiência de DHA, essencial para o cérebro, está ligada a maior vulnerabilidade à depressão e dificuldade de autorregulação emocional.
Ou seja, muitos sintomas que mães sentem e acham que são “só psicológicos” podem ter uma raiz física que precisa de atenção. Isso não diminui a experiência emocional da maternidade, mas explica por que nem sempre “forçar a positividade” funciona.
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A grande lição aqui é dupla:
Seu corpo passou por um esforço intenso, que vai além de qualquer expectativa social de “voltar ao normal em 40 dias”.
Muitas vezes, cuidar da nutrição e reposição de vitaminas é tão essencial quanto descanso e suporte emocional para se recuperar plenamente no pós-parto.
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✨ Por fim, você não está maluca. Seu corpo está reagindo ao que passou, e existem maneiras de apoiar sua recuperação de forma real e científica. Do descanso à alimentação, mas sempre acompanhada de um médico — Esse acompanhamento garante que seu corpo receba o suporte necessário para se recuperar, além de ajudar a diferenciar o que é processo natural de adaptação pós-parto do que pode precisar de intervenção médica. Consultar um profissional não é exagero — é autocuidado e prevenção, e um passo importante para se sentir melhor, mais segura e mais confiante.
✨ Historias que inspiram ✨

Hoje quis finalizar nossa edição com uma história que me inspirou e espero que te inspire também!
Viajar com criança já é um desafio para qualquer mãe. Mas, para Dejana Bačko, campeã mundial de Para Taekwondo e artista, que nasceu sem os braços, cada deslocamento se transforma em uma verdadeira demonstração de criatividade e resiliência.
Em um vídeo que viralizou recentemente, ela aparece em um aeroporto conduzindo o carrinho do bebê com os pés, enquanto equilibra também a bagagem. Tudo isso com uma calma impressionante, transmitindo segurança para a filha e mostrando ao mundo que o “impossível” pode ser apenas mais um desafio a ser vencido.
Milhões de pessoas se emocionaram com sua força, sua serenidade e essa habilidade quase mágica de cuidar do bebê ao mesmo tempo em que resolve tudo sozinha; usando apenas os pés.
Mas esse é só um dos muitos capítulos da jornada de Dejana como mãe, artista e atleta. Nascida na Sérvia, ela passou a vida desafiando expectativas, encontrando formas criativas de superar obstáculos e compartilhando suas experiências com o mundo. Em seus vídeos, abre uma janela sincera e comovente para sua rotina: dos primeiros passos do filho às pequenas (e grandes) complexidades de maternar sem os braços.
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Quis trazer essa história hoje porque ela nos lembra de algo essencial: mães são incrivelmente fortes. Muitos dos limites que acreditamos ter são, na verdade, apenas impressões. Na hora H, quando mais precisamos, a vida mostra que somos capazes de muito mais do que imaginávamos.
Tenham uma boa semana e até o nosso próximo momment!